👑 O worldbuilding de um monarquia brasileira alternativa
- Escritora Carols
- 20 de mar.
- 3 min de leitura

Já imaginou um Brasil que nunca deixou de ser um império?
Não como nos livros de História, mas um país atual, com redes sociais, conflitos, crises… e uma família imperial no centro de tudo isso.
Foi assim que nasceu a duologia Reinos — Reino Silencioso e Reino Glorioso. Mas a verdade é que ela não começou como um grande projeto de worldbuilding. Ela começou com uma menina de 13 anos que só queria escrever uma princesa… e um romance.
Um Brasil com coroa — mas com conflitos bem reais
Quando comecei a escrever, eu não pensei em governo, sistema político ou regras daquele mundo. Eu só queria contar uma história.
Mas quando voltei para esse mesmo livro aos 24 anos, percebi uma coisa:não dava mais pra fugir disso.
Se esse Brasil não existe na vida real, então eu precisava fazer ele existir na página.
E é curioso, porque muita gente me pergunta: “Esse livro é político? Você está defendendo a monarquia?” E a resposta é não.
Essa história não nasceu como posicionamento — nasceu como imaginação. A imaginação de uma adolescente que ousou pensar: e se fosse diferente?
Poderia ser uma monarquia. Poderia ser um reino com fadas e dragões. O ponto nunca foi o sistema — foi o cenário onde emoções humanas pudessem acontecer. Até porque, sendo bem sincera, muitos dos conflitos que a Julieta vive…já existem no Brasil real.
Independente de coroa ou não.
Tradição: quando o peso vem antes da escolha
Dentro desse mundo, existe algo que pesa mais do que a política: a família. Nem todos os personagens fazem parte da família imperial, mas quem faz… sente. E a Julieta é quem mais carrega isso.
Ela não escolheu nascer herdeira, mas aceitou e amou cada parte do propósito e chamado que recebeu. Mas precisa lidar com tudo o que vem com esse título: expectativas, responsabilidades e o silêncio.
E em Reino Glorioso, a gente começa a entender que esse peso não começou nela. O pai dela também foi moldado por isso.
A tradição, nesse caso, não é só algo bonito ou histórico. É algo que atravessa gerações. E que, muitas vezes, chega antes mesmo da pessoa ter a chance de escolher quem quer ser.
Ruptura: quando o pessoal vira público
Se Reino Silencioso é onde o silêncio, os segredos e as ausências são construídos…Reino Glorioso é onde tudo isso ganha forma.
Aqui, a gente acompanha a Julieta tentando viver o seu destino como herdeira e futura imperatriz —mesmo quando existem forças que querem derrubá-la. E é aí que o conflito cresce (e eu estou amando escrever!)
Porque não dá mais pra separar o que é interno do que é externo. O que ela sente… afeta o reino. E o que acontece no reino… afeta diretamente quem ela é. No fim, não é só sobre governar um país. É sobre continuar de pé quando estão tentando te tirar do lugar que é seu.
Worldbuilding que nasce de memória (e não só de ideia)
Esse mundo não nasceu do zero.
Ele foi construído a partir da história do Brasil —mas com perguntas que a História não respondeu.
E se o Brasil tivesse resistido à proclamação da República?E se Dom Pedro II não tivesse sido expulso?...Como seria o país hoje?
A partir dessas perguntas, eu fui moldando esse universo. Misturando referências reais com interpretações pessoais, sentimentos e possibilidades. Não é uma recriação histórica fiel. É uma releitura emocional.
Do tipo que pergunta não só “o que teria acontecido?”,mas também “como isso teria afetado as pessoas?”
E agora eu quero saber de você...
Esse universo ainda tem muitos detalhes pra explorar — e eu quero fazer isso junto com você. Se você pudesse mergulhar mais fundo nesse reino, o que te deixaria mais curiosa?
👑 Arquitetura e cenários?
🎭 Festas e tradições?
🔥 Ou as intrigas e disputas por poder?
Me conta — porque o próximo post pode nascer exatamente da sua resposta
Enquanto isso, assista ao primeiro diário de escrita do livro dois da duologia:


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